futsal concepções

coisas minhas...

Lembrei-me agora que passados estes anos todos, apenas trabalhei em dois clubes.

 Sinto um enorme orgulho nesse facto. E orgulho porque? Acima de tudo porque sempre consegui fazer o que gosto e não menos importante, junto de quem me sinto bem.

Talvez por isso consiga prolongar a minha “estadia”nos clubes que represento. Primeiro no meu clube do coração, GDR Lameirinhas, durante dez anos e agora no ABC Nelas, onde me preparo para dar inicio à terceira época.

Não gostaria de terminar esta minha curta reflexão, sem agradecer aos clubes que este ano me abordaram para saber da minha disponibilidade para integrar os respectivos projectos. Tratou-se o assunto de uma forma bastante correcta mas que esbarrou na minha convicção de que o meu trabalho ainda não está concluído no ABC Nelas.

Reitero o meu agradecimento por se terem lembrado de mim e por considerarem que tinha algo a acrescentar aos respectivos clubes.

Não vale a pena referir o nome dos clubes por razões óbvias, mas certamente sabem que passam a contar com mais um adepto, embora de um deles já o fosse.

Termino com o desejo de que aproxima época seja ainda mais positiva que a que recentemente terminou, porque o meu sucesso implica o sucesso de muita gente e é para isso que já estou a trabalhar.

Até já…

Monday 31 May 2010 23:57 , em futsal concepções


A (minha) estrutura da sessão de treino

Blogue de pauloalves :paulo alves futsal, A (minha) estrutura da sessão de treino

PARTE INICIAL

 

Nesta parte da sessão de treino o objectivo principal será a preparação/adaptação fisiológica dos atletas para a exigência que a parte principal determina.

Assim, recorro a jogos e formas jogadas que, embora sirvam para atingir o objectivo principal, terão também sempre uma componente técnica e táctica bastante marcada. Esta componente servirá de ponte para estabelecer uma relação de continuidade e de coerência com os objectivos a atingir na globalidade da sessão de treino. Exige-se portanto que a selecção de conteúdos seja alvo de uma atenção bastante cuidada e, ao mesmo tempo, de uma intencionalidade notória de modo a que a interligação entre conteúdos seja feita de uma forma sequencial, sendo esta sequencialidade facilitadora das aprendizagens a efectuar.

Os exercícios elaborados deverão ser de uma exigência e de uma complexidade crescentes (na fase inicial deverão ser evitadas solicitações de grande amplitude muscular).

A duração desta parte não deverá exceder os 20’ e, como referido anteriormente, deverá promover uma intensidade crescente.

 

PARTE PRINCIPAL

 

Parte da sessão de treino onde o objectivo principal será a preparação dos atletas para as exigências específicas que o modelo/matriz de jogo adoptado encerra.

Nesta secção do treino devemos trabalhar todos os aspectos (técnicos/tácticos/físicos/psicológicos) que pretendemos ver consagrados na nossa forma de jogar. Nunca trabalho estes factores de forma isolada (nem nunca agi de forma diferente, embora à uns anos atrás esta perspectiva de treino não fosse tão consensual como hoje  é); entendo o jogo de forma global e complexa, não fazendo sentido, em minha opinião, compartimentar o jogo de forma desligada do objectivo final que é: jogar melhor, no fundo responder melhor, às questões que o jogo constantemente nos coloca. Assim sendo, todas as situações práticas constantes no treino, têm uma ligação directa com a matriz do “meu” jogo. Se quero jogar pelas alas, não faz sentido criar situações de treino em que a exigência e o objectivo não seja esse. Se defendo individualmente tenho que ter em conta se a introdução de uma forma jogada com superioridade faz sentido; pode fazer mas tenho que limitar/adaptar as funções do “jocker”; se pretendo privilegiar, por exemplo o factor físico, tenho que ter em conta a dimensão do espaço onde o exercício se vai desenvolver, bem como o número de jogadores intervenientes.

Por outro lado, em todas as sessões de treino que promovo introduzo sempre o jogo formal. Não entendo como se defende que os exercícios propostos se devem aproximar o máximo possível do jogo e depois de forma, para mim incompreensível, se exclui este que considero o exercício mais completo. Podem perguntar: onde entra aqui o importantíssimo princípio da especificidade? No jogo podemos e devemos introduzir a(s) forma(s) como queremos que a nossa equipa interprete os processos ofensivos e defensivos e aí poderemos testar o nível de aquisição, por parte dos nossos atletas, dos conteúdos específicos que tratamos na primeira fase da parte principal. Por outro lado, tenho sempre em conta o número de horas de que disponho para preparar a minha equipa; treinar três vezes não será a mesma coisa que treinar oito vezes por semana; é obvio que a forma de concretização da preparação da equipa seria outra se o número de sessões de treino fosse maior, mas esta não é a minha realidade nem será a da maioria das equipas do futsal nacional.     

Em cada sessão de treino devemos definir claramente os objectivos a atingir, de modo a que os mesmos sejam claros e perceptíveis para os atletas (se os responsáveis não perceberem o que querem, então não podem exigir aos outros uma resposta adequada).

Será preferível definir objectivos gerais mais circunscritos, por sessão de treino, subdividindo estes em vários objectivos específicos.

Mais vale pouco e bem do que muito e mal.

Nesta parte o improviso não deve ter lugar!

IMPROVISO NÃO TEM NADA A VER COM ADAPTAÇÃO!!!!!!!!!

 

PARTE FINAL

 

Parte da sessão de treino onde o objectivo principal será o inicio da recuperação do esforço resultante do trabalho executado na sessão de treino (iniciada, porque a recuperação também se faz após o treino!!!!!)

No inicio desta fase do treino poder-se-á executar finalização pura; ex: livres de 10 m sendo sempre fundamental proceder posteriormente aos respectivos alongamentos. A recuperação após o esforço é um trabalho que nunca deve ser descurado e os técnicos têm um papel muito importante na concretização desta parte tão importante do treino; uma boa recuperação é a chave do sucesso da sessão de treino seguinte

Como regra a adoptar devemos definir que os atletas só poderão ir para o duche após execução de uma sessão de alongamentos/estiramentos, sendo estes alvo de uma supervisão atenta, pelo menos na fase inicial da época desportiva.

 

Brevemente falamos mais… 

Wednesday 28 October 2009 23:03 , em futsal concepções


FALAR DE FUTSAL…

Quando tive contacto com esta modalidade fui confrontado muito precocemente com a realidade de assumir o cargo de treinador. Inesperadamente fui “empurrado” pelo presidente do meu antigo clube para o exercício desta função, reconhecendo hoje que foi o melhor empurrão que sofri até hoje.

Desde esse tempo e já lá vão onze anos, procurei interpretar toda as variáveis que influenciam o futsal. Digo interpretar porque considero que quando se procuram soluções para um problema, primeiro à que perceber o problema, a sua realidade e origem e, só depois, encontrar as soluções adequadas para a resolução desse mesmo problema. Foi assim na altura e é assim ainda hoje.

Disse num artigo anterior que “nunca fui atrás de pensamentos receita, que é como quem diz: se os outros fazem será porque está certo. Não faço parte deste grupo, mas aceito a sua existência; apenas entendo que, devido à tal especificidade que toda a gente fala, a mesma deverá ser entendida na sua plenitude”. Esta forma de encarar o jogo e mais concretamente a sua componente de treino, ainda fazem parte da minha maneira de pensar.

Neste sentido, irei abordar aquilo que penso, defendo e aplico nas equipas que tenho o prazer de treinar.

Seria exaustivo abordar de uma só vez tudo aquilo em que acredito, por isso irei compartimentar este artigo, dando-lhe posteriormente sequência.

Começarei por fazer referência ao meu entendimento relativamente a um aspecto tão importante como são as situações de estratégia: lançamentos de saída, de linha lateral, de baliza, faltas, cantos e por aí em diante.

Nunca fui adepto de jogadas de estratégia rigidamente determinadas, antes sou como sempre fui, defensor acérrimo da definição de posicionamentos para cada uma das situações, com a aplicação de variáveis dentro desses mesmos posicionamentos. Não consigo exigir aos meus atletas que interiorizem, para um lançamento de canto, cinco ou seis posicionamentos diferentes, sendo eles sinalizados oral ou gestualmente. Num jogo onde as exigências de atenção/concentração são tão elevadas, parece-me pouco razoável a introdução de mais esta carga de informação. Para além de que as possibilidades de insucesso são bastante elevadas para quem tem pouco tempo de treino efectivo.

Costumo dizer aos meus atletas que para cada posicionamento existem 3, no máximo 4 possibilidades de execução e permito ainda a inspiração do momento ou, por outras palavras, a adaptação a uma situação momentâneo do jogo; mas ao mesmo tempo exijo a selecção adequada da acção a desenvolver para, por um lado não anarquizar o jogo e por outro para não por em causa os interesses da equipa – capacidade de decisão e sentido de responsabilidade.

Acredito que um jogador será tanto melhor quanto tiver a capacidade de tomar as decisões adequadas perante cada situação problema.

Esta afirmação, actualmente, é consensual mas à uns anos atrás não era!!!

Tuesday 20 January 2009 19:53 , em futsal concepções


A seguir apresento uma sugestão para a execução de um lançamento de canto

Blogue de pauloalves :paulo alves futsal, A seguir apresento uma sugestão para a execução de um lançamento de canto

Tuesday 20 January 2009 19:47 , em futsal concepções


Para mim o Futsal é...

A razão principal que me leva a falar de Futsal, é o facto de o mesmo fazer parte da minha vida há aproximadamente dez anos, o que significa dizer que penso Futsal durante pelo menos um quarto da minha existência.

Disse "penso", porque nunca fui atrás de pensamentos receita, que é como quem diz: se os outros fazem será porque está certo. Não faço parte deste grupo, mas aceito a sua existência; apenas entendo que, devido à tal especificidade que toda a gente fala, a mesma deverá ser entendida na sua plenitude. Cada situação é dotada de caracteristicas próprias, que obviamente condicionam a sua articulação com as variáveis que fazem parte de uma equipa, de um clube, de uma instituição.

Durante o tempo que me der prazer, vou falar/escrever o que penso acerca do jogo e das suas envolventes, a nível local mas também, dando conta daquilo que se passa por aí...

Tuesday 15 January 2008 18:01 , em futsal concepções



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