futsal treino

Atitudes ofensivas / defensivas face a situações de superioridade /inferioridade

 

1 X 0

Ofensivamente

Defensivamente

 O jogador ataca imediatamente o guarda-redes e simula sempre antes de rematar;

 Se for possível espera por apoio de colegas para finalização.

 

 O guarda-redes tentar adivinhar intenções.

2 X 0

Ofensivamente

Defensivamente

 O jogador portador da bola ataca o g.r., e passa ao jogador livre;

 O jogador livre deverá estar sempreatrás da linha da bola.

 

 O g.r. deverá colocar-se perto da linha da baliza para interceptar o passe ou defender o remate ao 2º poste.

2 X 1

Ofensivamente

Defensivamente

 O jogador portador da bola ataca o defensor e passa ao jogador livre;

 Jogador que executou o passe deverá dar solução ao colega (desloca-se para o 2ºposte ou fica a dar apoio).

 

 O g. r. ataca imediatamente o jogador livre assim que este recebe a bola;

 O defensor fica a marcar o jogador sem bola cortando a linha de passe para o jogador com bola, ou recupera para a baliza dando protecção.

3 X 1

Ofensivamente

Defensivamente

 O jogador com bola sempre no corredor central;

 Após passar a bola fica a dar apoio;

 Se a bola foi para a ala esquerda o jogador da ala oposta ocupa o 2º poste;

 Jogador com bola terá duas soluções: jogar para trás no apoio ou passe para o 2º poste.

 

 O defensor deverá temporizar o máximo de tempo possível para dar tempo à rápida recuperação dos restantes colegas de equipa.

 

3 X 2

Ofensivamente

Defensivamente

 O jogador com bola sempre no corredor central;

 Após passar a bola a um dos colegas fica a dar apoio;

 Se a bola foi para a ala esquerda o jogador da ala oposta ocupa o 2º poste;

 Jogador com bola terá duas soluções: jogar para trás no apoio ou passe para o 2º poste.

 

 Os dois defensores deverão defender à zona e o g.r. tenta proteger o 2º poste;

 

Sunday 26 April 2009 23:08 , em futsal treino


EXERCÍCIOS PARA GUARDA-REDES

Blogue de pauloalves :paulo alves futsal, EXERCÍCIOS PARA GUARDA-REDES

MANIPULAÇÃO DE BOLA

Estes exercícios servem para desenvolver um maior controlo e domínio sobre a bola, pois estas premissas são fundamentais para o guarda-redes. Os exercícios de manipulação possibilitam que o guarda-redes mantenha um alto grau de intimidade com a bola, colaborando para a sua melhoria nas acções técnicas. Este tipo de exercícios poderá ser a base para a realização de um bom aquecimento, tornando-o mais variado e motivante.

EXERCÍCIO 01: Passar a bola de uma mão para outra ao redor da cintura, das pernas, do peito e da cabeça.

EXERCÍCIO 02: Passar a bola de uma mão para outra acima da cabeça, mantendo os braços em extensão.

EXERCÍCIO 03: Elevar alternadamente as pernas à frente e passar a bola por trás dos joelhos.

EXERCÍCIO 04: Lançar a bola a partir da linha da cintura, por cima de um ombro, girar o tronco e apanhá-la do outro lado.

EXERCÍCIO O5: Prender a bola entre os dois pés. Saltar e jogar a bola para cima, pela frente do corpo e recolhe-la no ar sem a deixar cair.

EXERCICIOS DE COORDENAÇAO

Sabemos todos que a coordenação é muito importante para a melhoria do gesto técnico e também para melhorar o trabalho na velocidade de reacção. Os exercícios devem sempre obrigar o guarda-redes ao raciocínio para a execução do movimento. É sempre bom para o desenvolvimento da coordenação, associar o movimento corporal a um material, como bolas (Futsal, andebol, ténis, rugby), cordas, etc.

EXERCÍCIO 01: lançar bolas de Futsal para cima e, ao mesmo tempo, bater palmas, recolhendo-as sem que estas contactem com o solo.

EXERCÍCIO 02: lançar duas bolas (uma de Futsal e outra de Ténis) ao mesmo tempo para cima e depois bater as mãos atrás do corpo. Observar a altura das bolas.

EXERCÍCIO 03: Manter 2 bolas de ténis sob controlo, lançando-as ao ar alternadamente.

EXERCÍCIO 04: Com uma bola de rugby, executar lançamentos para o colega; depois fazer lançamentos com um contacto no solo antes de possibilitar a recepção.

EXERCÍCIO 05: executar batimentos contra o solo, tentando não perder o controlo da bola

EXERCÍCIO 06: Dois a dois. Um guarda-redes lança a bola para cima e recebe outra do colega na altura do peito, devolvendo-a rapidamente, voltando a recolher a sua bola sem a deixar ir ao solo.

EXERCICIOS DE VELOCIDADE DE REACÇÃO

A velocidade de reacção tem o seu desenvolvimento facilitado pela coordenação do movimento, através do rápido processamento da informação, tendo por consequência a automatização do gesto técnico necessário para cada momento das acções defensivas. Para melhor aproveitamento do treino de velocidade de reacção, é fundamental criar situações que apresentem respostas motoras rápidas após a percepção do estímulo. O número de repetições é muito importante neste processo de treino, para que se cumpram os objectivos específicos do trabalho de velocidade de reacção, pois se entrarmos em fadiga estes objectivos não serão cumpridos.

EXERCÍCIO 01: O guarda-redes fica de frente para uma parede, a uma distância de dois metros. O treinador ou o colega fica atrás e irá lançar uma bola de andebol contra a parede para que o guarda-redes faça a defesa. A bola deve ser lançada em lados e alturas variadas.

EXERCÍCIO 02: O guarda-redes fica deitado de costas com os braços soltos ao longo do corpo. O treinador ou o colega fica de pé junto da sua cabeça, segurando uma bola em cada mão. Largar as bolas alternadamente à altura do rosto para o guarda-redes fazer a defesa.

EXERCÍCO 03: O guarda-redes fica deitado de costas com uma bola de Futsal. Ele irá lançar a bola para cima, fazer uma volta de 360º e agarra-la novamente sem a deixar ir ao solo. Alternar os lados das voltas.

EXERCICIO 04: Dois a dois, deitados de bruços com os braços soltos ao longo do corpo, distanciados mais ou menos um metro entre si. No meio dos dois coloca-se uma bola de Futsal. Ao sinal do treinador devem tentar puxar a bola para junto do seu corpo.

EXERCICIO O5: Em pé, segurando a bola com os braços estendidos para a frente na linha dos ombros. Soltar a bola, bater palmas em cima e apanhar a bola antes que ela chegue à altura da sua cintura.  

EXERCÍCIOS ACROBÁTICOS

Estes exercícios auxiliam no desenvolvimento da agilidade do guarda-redes, de forma a melhorar o seu desempenho nesta capacidade física, além de colaborarem no desenvolvimento da coordenação motora.

EXERCÍCIO 01: Realizar um enrolamento à frente e finalizar o movimento em pé, recebendo uma bola lançada pelo treinador (poder-se-á introduzir bolas de tamanhos variados para aumentar o grau de dificuldade, não esquecendo que o “instrumento” fundamental será sempre a bola de futsal)

EXERCÍCIO 02: Realizar um pino, seguido de enrolamento à frente e finalizar o movimento em pé, recebendo uma bola lançada pelo treinador (poder-se-á introduzir bolas de tamanhos variados para aumentar o grau de dificuldade, não esquecendo que o “instrumento” fundamental será sempre a bola de futsal)

EXERCICIO 04: Três guarda-redes devem realizar o movimento em oito, sem bola, em deslocamentos rápidos e curtos.

EXERCÍCIO O5: Três guarda-redes deitados de bruços. O do meio irá rolar lateralmente por baixo de um dos colegas, que irá saltar por cima  dele e rolar por baixo do terceiro, que irá saltar e depois rolar e assim sucessivamente.

EXERCICIOS DE MANUTENÇAO FISICA E TÉCNICA

Estes são exercícios que o guarda-redes realiza principalmente em situações em que não está a realizar um trabalho específico de preparação técnica ou táctica. Usa-se normalmente quando os guarda-redes não participam momentaneamente na actividade principal, ou quando existe troca entre eles durante os trabalhos tácticos ou de jogo formal ou condicionado. Normalmente a bola utilizada para este trabalho é a bola de Futsal, no entanto muitos exercícios podem ser realizados com bolas medicinais de 1 a 3 kg, criando sobrecarga que auxilia na execução do trabalho.

EXERCÍCIO 01: Sentado, passar a bola alternadamente entre as pernas estendidas e elevadas.

EXERCÍCIO 02: Sentado, flectir o tronco e levar a bola até aos pés. Prender a bola entre os pés, rolar para trás e soltar a bola nas mãos.

EXERCÍCIO 03: Deitado de costas com os braços estendidos lateralmente. Prender a bola entre os pés, elevar as pernas formando um ângulo de 90' em relação ao corpo e rolar para os dois lados, encostando a bola às mãos.

EXERCÍCIO 04: Deitado de costas, passar a bola por baixo das costas com a elevação do quadril.

EXERCÍCIO 05: Deitado de bruços com os braços estendidos lateralmente e a bola numa das mãos. Rolar a bola de uma mão para outra, elevando o tronco para a bola passar por baixo do peito.

EXERCICIOS DE REPOSIÇAO

Estes são exercícios que visam o desenvolvimento da precisão nas reposições de bola, uma vez que o guarda-redes desempenha um papel de fundamental no início das acções ofensivas da sua equipa, sendo o primeiro a iniciá-las com uma responsabilidade redobrada, pois em caso de falha, compromete seriamente a sua defesa.

EXERCÍCIO 01: Espalhar vários pinos pelo campo. O guarda - redes deverá lançar a bola e acertar os pinos, com trabalho de reposição curta e reposição longa em passe de ombro.

EXERCÍCIO 02: Colocar arcos no campo ofensivo. O guarda-redes fará a reposição em balão, com o objectivo de acertar com a bola dentro do arco.

EXERCÍCIO 03: Colocar alguns jogadores, com camisolas de cores diferentes no meio campo ofensivo (em vez de jogadores poderemos recorrer a sinalizadores de cores variadas). O guarda-redes ficará de costas para o campo e de frente para a baliza. Ao comando do treinador, que dirá uma cor, ele deverá girar rapidamente e lançar a bola para o jogador com a camisola da cor correspondente. A cada reposição mudar a posição dos jogadores ou dos sinalizadores.

EXERCÍCIO 05: Formar no meio campo ofensivo uma baliza de mais ou menos 10 metros de largura. Para defender a baliza colocaremos outro guarda-redes, que não pode usar as mãos. O guarda-redes tentará marcar golo através da reposição em passe de ombro.  

EXERCÍCIOS TÉCNICOS DE BALIZA

Estes exercícios têm como objectivo habituar o guarda-redes a todo o espaço do seu local de actuação, que é a baliza. Todo o trabalho junto da sua baliza permite melhorar a sua noção de espaço, que é fundamental para o guarda-redes. Quanto melhor for a sua noção de espaço, melhor será o seu posicionamento e consequentemente, facilitará as suas acções dentro do jogo.


Outro factor positivo criado por este treino é a adequação às situações de jogo, permitindo variações de posição, tanto de ataque, através daqueles que irão finalizar, bem como do próprio guarda-redes nas suas mais variadas acções de defesa. Ainda permite a exigência sobre as capacidades motoras necessárias ao guarda-redes, como velocidade de reacção e agilidade, possibilitando também o desenvolvimento da resistência, flexibilidade e potência.

 
Para isto, é necessária a criação de formas de treino variadas, com remates de diferentes distâncias, velocidades e alturas, para que o guarda-redes crie uma relação com a sua área e baliza, criando um maior conhecimento possível de todos os espaços e distâncias.
O número de repetições para cada exercício deve ser baseado na capacidade motora que se quer desenvolver, levando sempre em consideração a condição técnica e física do guarda-redes, procurando sempre melhorar as qualidades e corrigir os defeitos.

EXERCICIO 01: O guarda-redes fica encostado a um poste e o treinador na linha da área com uma bola em frente ao outro poste. O guarda-redes desloca-se para defender a bola em defesa alta.

EXERCÍCIO 02: Dois guarda-redes ficam com uma bola, colocado cada um na frente de um poste. Passar a bola entre si, com o outro na baliza acompanhando a bola através de deslocamento lateral, evitando a finalização que pode ser realizada após o terceiro passe.

EXERCÍCIO 03: Mesmo exercício realizado agora com os pés.

EXERCÍCIO 04: Colocar dois pinos no meio da baliza, distanciados 50 cm entre si. O guarda-redes deve deslocar-se em oito para defender a bola em defesa alta lançada nos cantos pelos outros guarda-redes.

EXERCÍCIO 05: O guarda-redes fica junto a um poste, com o treinador colocado no poste contrário, Ao sinal do treinador, gira e faz a defesa baixa em queda no remate rasteiro. Mudar de lado após X repetições.

EXERCÍCIO 06: O guarda-redes fica deitado de bruços no meio da baliza, e o treinador fica na linha da área. Ao sinal, levantar e defender a bola lançada num dos ângulos da baliza, depois retomar a posição inicial e repetir o exercício.

EXERCÍCIO 07: Defender remates com a visão da bola encoberta por um colchão.

EXERCÍCIO 08: Colocar colchões na frente da baliza para desviar a trajectória da bola, dificultando as acções de defesa.

EXERCÍCIO 09:  Colocar três bolas na frente da baliza. Rematar contra estas bolas e o guarda-redes tentará defender as bolas que se movimentam.

EXERCÍCIO 10: Defender bolas de ténis que serão lançadas de diferentes distâncias.

Tuesday 20 January 2009 11:57 , em futsal treino


Atitudes táticas elementares para atacar e defender em futsal

 

artigo do professor Wilton Carlos de Santana
 

      Duas questões básicas me interessam no início deste texto, ambas relacionadas à dimensão tático-estratégica do jogo de futsal:

      1ª) Qual é o objectivo de uma equipe quando de posse da bola?

      2ª) Qual é o objectivo de uma equipe quando está sem a posse da bola?

      Penso, sinceramente, que você não terá dificuldade para respondê-las. No primeiro caso, caberiam respostas como, por exemplo, "atacar", "fazer o gol", "procurar o gol", "envolver o adversário"; no segundo caso, "defender", "evitar o gol", "recuperar a bola", "criar obstáculos para o adversário". E se eu acrescentasse a questão "O que a equipe deverá fazer para alcançar isso?", o que você responderia?

      Antes de você, um professor francês, Claude Bayer (1992), num livro clássico, chamado "O ensino dos jogos desportivos colectivos", estabeleceu alguns princípios que servem como ponto de partida para que as equipes ataquem e defendam. Conheça-os:

 

      Esses princípios, segundo Bayer, são comuns aos esportes colectivos em geral (basquetebol, futebol, handebol etc.). Representam um "guia" para as equipes quando de suas pretensões tácticas.

      A esta altura do texto você já deve ter se apropriado, minimamente, de dois conhecimentos: o que queremos (objectivos) e o que precisamos respeitar (princípios) quando atacamos e defendemos. Daqui para frente interessam duas novas perguntas:

      1ª) O que se deve fazer em futsal para sustentar os princípios de ataque sugeridos por Bayer, isto é, conservar a bola, avançar (jogadores e bola) no espaço de jogo e finalizar contra a meta adversária?

      2ª) O que se deve fazer em futsal para sustentar os princípios de defesa sugeridos, isto é, recuperar a bola, impedir o avanço dos jogadores e da bola e proteger a meta?

      No que pese a complexidade das questões levantadas (que implicaria em respostas complexas!), sugerirei, a seguir, apenas quatro atitudes (acções) para atacar e outras quatro para defender. Chamá-las-ei de atitudes tácticas elementares (essenciais).

 

Atitudes para atacar

      Fugir do campo visual do adversário: significa desmarcar-se para receber a bola
[1] . Isso exigirá do atacante a atitude de passar da linha de marcação do defensor, de modo a deixá-lo em dúvida ("O que mantenho no meu campo visual: a bola ou o atacante?"); a induzi-lo para algum lugar "falso" (enganá-lo [2]
). Lembre-se: em futsal, por conta do espaço reduzido, ninguém pode jogar parado! É preciso criar as chamadas linhas de passe.

      Acelerar o passe: significa imprimir velocidade à bola. Lembre-se: a velocidade do passe, associada à atitude de fugir do campo visual do marcador, tendem a desequilibrar a defesa adversária! Evidentemente que o passe deve ser, além de veloz, preciso.

      Passar a bola para o espaço: significa passar a bola à frente do companheiro (no espaço vazio) para que este a encontre. Mas atenção: isso exigirá de quem recebe a atitude de se projectar no espaço! Lembre-se: lançar a bola para o vazio (nas costas do marcador) faz com que se ganhe uma vantagem territorial importante para se progredir no espaço e para se finalizar contra a meta adversária.

      Investir no jogo directo: significa procurar um jogo de finalização, de chutes contra a meta adversária, vertical. As acções anteriores tendem a facilitar o jogo directo (pois facilitarão a posse da bola e a progressão na quadra!) e evitar o chamado jogo indirecto, burocrático. Porém atenção: o jogo directo exclui a ideia de se buscar o gol de "qualquer jeito", apressadamente e de forma desorganizada.

 

Atitudes para defender

      Marcar, sempre que possível, atrás da linha da bola: significa que se deve respeitar a linha da bola. Esta é uma linha imaginária que passa sobre a bola em sentido perpendicular à quadra (de uma lateral à outra). Lembre-se: quem está atrás da linha da bola ocupa espaços preciosos, que seriam ocupados
pelo adversário!

      Manter o adversário no campo visual: para tanto quem marca deverá optar em acompanhar o adversário e não em manter o olhar na bola. Evidentemente que se for possível manter ambos (bola e adversário) no campo visual, melhor! Mas isso nem sempre acontecerá. Lembre-se: quem faz o gol é o jogador adversário! Logo, ele é quem deve ser marcado
[3] .

      Retorno defensivo: significa que os jogadores devem voltar para defender, ocupando a meia-quadra de defesa antes do adversário. Lembre-se: o retorno defensivo agrupa os jogadores e estes podem proteger a meta!

      Realizar coberturas: significa que se deve prestar atenção a quem se marca, mas também nos outros jogadores adversários; quem marca deve estar disponível para abandonar o seu marcador quando necessário. Lembre-se: os jogadores, quando defendem, devem ajudar uns aos outros!

      Feitas essas considerações, diria que as atitudes descritas neste texto facilitarão à equipe sustentar os princípios de ataque e de defesa de Bayer; elas servem de apoio para que os jogadores de uma mesma equipe interajam para atacar (comunicação) e para defender (contra comunicação
[4] ). Certamente, há outras tantas acções [5] que os jogadores e a equipe devem adoptar para atingir esses propósitos, como por exemplo, a escolha do posicionamento (sistema) mais adequado para atacar (3.1, 4.0 etc.) e para defender (zona, individual; a partir de que local da quadra). Entretanto, apostaria que sem considerar as atitudes anteriores o jogo ofensivo e defensivo de uma equipe de iniciados [6] seria um desastre. Portanto, cabe aos professores de futsal compreendê-las e ensiná-las.

Thursday 29 May 2008 21:31 , em futsal treino


Estrutura da sessão de treino

A Estrutura da Sessão de Treino

Os objectivos previamente definidos pelo treinador só poderão vir a ser alcançados através da vivência prática de um conjunto de exercícios correctamente inter-relacionados e organizados em diferentes sessões de treino, os quais se distribuem racionalmente ao longo de cada semana e de toda a época desportiva.

A Estrutura da Sessão de Treino

A sessão de treino tem uma duração muito variável e deve conter três partes distintas:
Parte preparatória ou aquecimento;
Parte principal ou fundamental;
Parte final ou de retorno à calma.

 

 Parte preparatória ou aquecimento

É a parte inicial e indispensável de todas as sessões de treino e de todas as competições em que o atleta vai intervir. É constituído por um conjunto de exercícios que têm por objectivo preparar o atleta para os esforços maiores que a seguir irão realizar-se e evitar o risco de lesões.

Recomendações Práticas:

O aquecimento deve ser progressivo : deve iniciar-se com uma intensidade fraca que aumentará gradualmente à medida que as diferentes estruturas do organismo se adaptem ao esforço. Evita-se, assim, o perigo de uma lesão ou de uma grande fadiga inicial.

O aquecimento deve ser prolongado: nunca deverá ser inferior a 15/20 minutos, pelas razões supra indicadas;

O aquecimento deve conter duas partes distintas mas complementares: o aquecimento geral e aquecimento específico:
Aquecimento geral: é a fase inicial e pode conter, por exemplo, uma parte de exercícios de pequena amplitude e de intensidade moderada, para a activação orgânica e alguns exercícios de alongamentos estáticos para prevenir o aparecimento de lesões;
Aquecimento específico: segue-se ao aquecimento geral e visa preparar o atleta para as situações concretas que vai encontrar a seguir.
Exemplo: se vai treinar velocidade deve fazer várias acelerações com intensidade crescentes; se vai treinar força, deve mobilizar os músculos que a seguir irá solicitar mais intensamente.

 

Aquecimento para o jogo

Deve obedecer a todos os princípios metodológicos indicados anteriormente, o que significa que, de início, deverá correr e realizar exercícios de alongamentos, após o que deverá exercitar as diferentes situações que o jogo contém.

Recomendações Práticas:

  • Deve iniciar-se cerca de 40 minutos antes do início da competição;
  • Deverá estar terminado 10 minutos antes do início desta;
  • Nesta fase, o praticante deverá concentrar-se e procurar manter o seu aquecimento, realizando alguns alongamentos;
  • Nunca deverá ser demasiado intenso, o que poderia retirar a capacidade de resposta, sobretudo no início do jogo. Este princípio é tanto mais válido quanto maior for a preparação física dos atletas;
  • Quando estes, após uma longa viagem, se sentem muito fatigados e não têm grande vontade de correr, necessitam de fazer um aquecimento mais forte que o habitual. Devem vencer essa inércia no aquecimento e nunca transportá-las para o jogo.

«Um bom aquecimento é uma condição indispensável para que os atletas possam começar bem a competição e um mau começo pode comprometer irremediavelmente o seu desempenho.»

 

Parte principal ou fundamental

 

Tem esta designação por ser nesta parte que se concretizam os objectivos previstos para a sessão de treino. Estes devem ser correctamente escolhidos e colocados adequadamente na estrutura organizativa da parte fundamental da sessão de treino. As outras duas partes (aquecimento e retorno à calma) são condicionadas e determinadas pelo conteúdo desta.

 

Recomendações práticas:

 

- O aperfeiçoamento da técnica, da velocidade de deslocamento ou da velocidade de reacção deverão ser trabalhadas logo a seguir ao aquecimento, isto é, sem fadiga;
- O treino da força pode ser realizado logo a seguir;
- O treino da resistência, ao contrário da prática tradicional, deverá ser preferencialmente realizado no fim da sessão;
- As anteriores indicações metodológicas pressupõem uma visão sectorial de cada capacidade motora, contudo, no jogo, todas estão integradas, pelo que a sua rentabilização exige que por vezes as técnicas e a velocidade sejam também solicitadas em situações de fadiga, tal como sucede na competição;
- Se pretendermos melhorar as resistências específicas, a duração desta fase deverá ser superior à do jogo ou, caso seja menor, deverá ter uma intensidade superior e um menor número de pausas;
- Se pretendermos melhorar a velocidade, a duração desta fase poderá ser inferior à da competição, mas com uma intensidade superior e um aumento de duração das pausas.

 

Parte Final ou de Retorno à Calma

 

Durante um jogo ou uma sessão de treino há uma grande activação de diferentes funções orgânicas e, por vezes, surge um estado de fadiga mais ou menos acentuado. Uma passagem súbita para uma situação de repouso não é conveniente e poderá comprometer o processo de recuperação. Se o aquecimento prepara gradual e progressivamente os atletas para o esforço que a seguir vão desenvolver, esta fase procura que o organismo transite gradualmente para a situação de repouso.
Todos os que já praticaram qualquer actividade física já viveram, certamente, a situação em que a seguir a um esforço e depois de tomar banho, continuam a transpirar, o que significa que o organismo ainda não retornou à calma.

 

Recomendações práticas:

 

Se existir uma grande situação de fadiga, deverá começar por umas corridas lentas e terminar com a realização de exercícios de alongamentos estáticos para os grupos musculares mais solicitados, que, no caso dos futebolistas, são os membros inferiores. Estes exercícios só deverão terminar quando os atletas de sentirem recuperados;

  • Se existir uma fadiga localizada, devida, por exemplo, à realização de exercícios de musculação, há que descontrair essa zona, realizando alongamentos.
  • O tempo de recuperação depende de uma adequada ingestão de líquidos durante e após o esforço, assim como da posterior alimentação.
  • Devem ser realizados exercícios de fraca e regressiva intensidade.

As características desta parte da sessão de treino são determinadas pela especificidade do trabalho realizado na parte fundamental

Tuesday 25 March 2008 23:42 , em futsal treino



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