Atitudes táticas elementares para atacar e defender em futsal

 

artigo do professor Wilton Carlos de Santana
 

      Duas questões básicas me interessam no início deste texto, ambas relacionadas à dimensão tático-estratégica do jogo de futsal:

      1ª) Qual é o objectivo de uma equipe quando de posse da bola?

      2ª) Qual é o objectivo de uma equipe quando está sem a posse da bola?

      Penso, sinceramente, que você não terá dificuldade para respondê-las. No primeiro caso, caberiam respostas como, por exemplo, "atacar", "fazer o gol", "procurar o gol", "envolver o adversário"; no segundo caso, "defender", "evitar o gol", "recuperar a bola", "criar obstáculos para o adversário". E se eu acrescentasse a questão "O que a equipe deverá fazer para alcançar isso?", o que você responderia?

      Antes de você, um professor francês, Claude Bayer (1992), num livro clássico, chamado "O ensino dos jogos desportivos colectivos", estabeleceu alguns princípios que servem como ponto de partida para que as equipes ataquem e defendam. Conheça-os:

 

      Esses princípios, segundo Bayer, são comuns aos esportes colectivos em geral (basquetebol, futebol, handebol etc.). Representam um "guia" para as equipes quando de suas pretensões tácticas.

      A esta altura do texto você já deve ter se apropriado, minimamente, de dois conhecimentos: o que queremos (objectivos) e o que precisamos respeitar (princípios) quando atacamos e defendemos. Daqui para frente interessam duas novas perguntas:

      1ª) O que se deve fazer em futsal para sustentar os princípios de ataque sugeridos por Bayer, isto é, conservar a bola, avançar (jogadores e bola) no espaço de jogo e finalizar contra a meta adversária?

      2ª) O que se deve fazer em futsal para sustentar os princípios de defesa sugeridos, isto é, recuperar a bola, impedir o avanço dos jogadores e da bola e proteger a meta?

      No que pese a complexidade das questões levantadas (que implicaria em respostas complexas!), sugerirei, a seguir, apenas quatro atitudes (acções) para atacar e outras quatro para defender. Chamá-las-ei de atitudes tácticas elementares (essenciais).

 

Atitudes para atacar

      Fugir do campo visual do adversário: significa desmarcar-se para receber a bola
[1] . Isso exigirá do atacante a atitude de passar da linha de marcação do defensor, de modo a deixá-lo em dúvida ("O que mantenho no meu campo visual: a bola ou o atacante?"); a induzi-lo para algum lugar "falso" (enganá-lo [2]
). Lembre-se: em futsal, por conta do espaço reduzido, ninguém pode jogar parado! É preciso criar as chamadas linhas de passe.

      Acelerar o passe: significa imprimir velocidade à bola. Lembre-se: a velocidade do passe, associada à atitude de fugir do campo visual do marcador, tendem a desequilibrar a defesa adversária! Evidentemente que o passe deve ser, além de veloz, preciso.

      Passar a bola para o espaço: significa passar a bola à frente do companheiro (no espaço vazio) para que este a encontre. Mas atenção: isso exigirá de quem recebe a atitude de se projectar no espaço! Lembre-se: lançar a bola para o vazio (nas costas do marcador) faz com que se ganhe uma vantagem territorial importante para se progredir no espaço e para se finalizar contra a meta adversária.

      Investir no jogo directo: significa procurar um jogo de finalização, de chutes contra a meta adversária, vertical. As acções anteriores tendem a facilitar o jogo directo (pois facilitarão a posse da bola e a progressão na quadra!) e evitar o chamado jogo indirecto, burocrático. Porém atenção: o jogo directo exclui a ideia de se buscar o gol de "qualquer jeito", apressadamente e de forma desorganizada.

 

Atitudes para defender

      Marcar, sempre que possível, atrás da linha da bola: significa que se deve respeitar a linha da bola. Esta é uma linha imaginária que passa sobre a bola em sentido perpendicular à quadra (de uma lateral à outra). Lembre-se: quem está atrás da linha da bola ocupa espaços preciosos, que seriam ocupados
pelo adversário!

      Manter o adversário no campo visual: para tanto quem marca deverá optar em acompanhar o adversário e não em manter o olhar na bola. Evidentemente que se for possível manter ambos (bola e adversário) no campo visual, melhor! Mas isso nem sempre acontecerá. Lembre-se: quem faz o gol é o jogador adversário! Logo, ele é quem deve ser marcado
[3] .

      Retorno defensivo: significa que os jogadores devem voltar para defender, ocupando a meia-quadra de defesa antes do adversário. Lembre-se: o retorno defensivo agrupa os jogadores e estes podem proteger a meta!

      Realizar coberturas: significa que se deve prestar atenção a quem se marca, mas também nos outros jogadores adversários; quem marca deve estar disponível para abandonar o seu marcador quando necessário. Lembre-se: os jogadores, quando defendem, devem ajudar uns aos outros!

      Feitas essas considerações, diria que as atitudes descritas neste texto facilitarão à equipe sustentar os princípios de ataque e de defesa de Bayer; elas servem de apoio para que os jogadores de uma mesma equipe interajam para atacar (comunicação) e para defender (contra comunicação
[4] ). Certamente, há outras tantas acções [5] que os jogadores e a equipe devem adoptar para atingir esses propósitos, como por exemplo, a escolha do posicionamento (sistema) mais adequado para atacar (3.1, 4.0 etc.) e para defender (zona, individual; a partir de que local da quadra). Entretanto, apostaria que sem considerar as atitudes anteriores o jogo ofensivo e defensivo de uma equipe de iniciados [6] seria um desastre. Portanto, cabe aos professores de futsal compreendê-las e ensiná-las.

Thursday 29 May 2008 21:31 , em futsal treino


O fim de um ciclo...

Iniciei a minha ligação ao G.D.R.Lameirinhas na época 1998/1999 na condição de jogador. Na época seguinte assumi as funções de treinador, nas quais me mantive até ao dia 17 de Maio do corrente ano.

Passara-se portanto dez épocas desportivas.

Desde logo tratou-se de uma ligação longa, o que nos dias de hoje aparenta algum carácter de anormalidade.

Parece no entanto que a mesma só aconteceu porque ambas as partes assim o entenderam, demonstrando empenho e dedicação para, época após época superar as imensas dificuldades a que, um clube do interior como o nosso está significativamente mais exposto.

Mas, como em tudo na vida, nada dura eternamente e por isso entendo que chegou a altura de terminar esta ligação que tanto me deu e que eu, da melhor forma que me foi possível, tentei corresponder.

Com a concretização do objectivo, manutenção no 2º escalão do Futsal Português, entendo que faz todo o sentido libertar o clube para a preparação tranquila da próxima época; penso que a minha presença poderia condicionar as acções a desenvolver, tendo em vista a preparação atempada para as “batalhas” desportivas futuras.

Estou de saída das funções que até agora desempenhei mas passo para o lado do adepto que vai apoiar (já no próximo sábado contra o Macedense), o desempenho de todos os que irão trabalhar para, no mínimo, manter o G.D.R.Lameirinhas ao nível a que já se encontra.

Desejo no entanto que, para o futuro, tudo o foi conseguido seja apenas um ponto de partida para mais e melhores conquistas.

Gostaria ainda de deixar uma palavra aos atletas que ao longo desta caminhada fizeram o favor de me aturar. Foram eles os protagonistas das muitas tardes bonitas que este clube se pode orgulhar de ter proporcionado. Desde o Rui Quelhas, ao Óscar, ao Hugo Monteiro, ao Kiwi e muitos outros que sempre me ajudaram, passando aos “meus” desta época (Bruno Lisboa, Bruno Torres, Bessa, Carlos, Caseiro, Fábio, Hélder, Marco China, Mocho, Paulinho, Pinto, Ricardo, Tiago e os que me têm aturado à mais tempo Rui Vendeiro, Traitas e Luís Fernandes).

Faço também uma referência especial aos sucessivos directores que sempre me apoiaram mesmo em circunstâncias complicadas.

Mas há uma pessoa que certamente é e será o Presidente que todos os treinadores desejam ter: Sr. João Carvalhinho. Além do apoio que sempre me deu, nunca me condicionou em qualquer decisão que tomei e que, não tenho dúvidas, nem sempre concordaria com elas. Desejo-lhe tudo de bom e que consiga aquilo que sempre quis: o melhor para o clube.

Para o final guardo uma palavra de admiração e reconhecimento para duas pessoas muito especiais: Paulo Camurça e Filipe Monteiro.

O primeiro foi o meu companheiro desde a primeira hora e aquele que tem como único defeito o não saber dizer não. Foi sempre o meu braço direito e esteve sempre do meu lado. Se fosse possível defini-lo numa só palavra diria: confiança. No entanto existem muitas outras que se poderão aplicar a esta grande pessoa e que seria exaustivo enumerar.

O segundo foi o meu capitão que, apesar de ter idade para continuar a jogar, passou para o meu lado (equipa técnica). Assumo a minha culpa; deixou de jogar porque sentiu que não seria opção regular, mas nem assim me abandonou. Quantos fariam igual? Poucos! Se calhar nem eu tomaria a mesma opção. Por isso será sempre o meu capitão.

Termino dizendo, que tomei seguramente a decisão mais difícil da minha vida, mas penso que é a mais correcta e a que serve melhor os interesses do meu clube.

Não digo adeus porque farei parte para sempre deste meu clube; ficarei como adepto e sempre disponível para colaborar em tudo o que me for possível.

UM GRANDE ABRAÇO A TODOS

Monday 19 May 2008 22:14 , em futsal lameirinhas


A três jornadas do final do campeonato...

Com a vitória obtida no fim de semana passado, ficámos a apenas um ponto de garantir matemáticamente a manutenção, dando assim cumprimento ao objectivo traçado para a presente época desportiva.

A vitória frente ao Gafanha colocou-nos numa posição bastante boa face aos nossos adversários mais directos; mas seriá justo da minha parte reconhecer o valor e a excelente atitude da equipa adversária, que nos colocou muitas dificuldades para conseguir o objectivo definido para este jogo. Se a vitória é justa ou não, dependerá das opiniões de cada um, embora neste como noutros jogos, quem é mais eficaz normalmente vence. Foi isso que segundo a minha análise aconteceu, pelo que a vitória permeia quem conseguiu marcar mais vezes, perante as muitas oportunidades de finalização que ambas as equipas conseguiram criar.

Reforço a ideia de que a equipa do Gafanha demonstrou qualidade suficiente para, também ela, conseguir o seu objectivo prioritário, que se traduz na manutenção no 2º escalão do Futsal Nacional.

Voltando às "contas" para o que resta deste campeinato, bastar-nos-à um ponto para que de uma vez por todas a tranquilidade regresse a este grupo de trabalho.

Quando refiro a palavra tranquiliade, faço-o intencionalmente porque no decorrer desta época foi estado de espírito que raramente se instalou no nosso grupo.

Pelas condicionantes que sofremos ao longo deste ano, afirmo de forma segura que ao conseguirmos a manutenção no 2º escalão do Futsal Nacional, este feito terá equivalência a um qualquer título de campeões do que quer que seja.

Os menos atentos e menos informados poderiam julgar que a luta deste grupo seria pelos lugares cimeiros, mas quem fez este caminho da forma como nós o fizemos, aqueles que durante estes quase nove meses trabalharam e se entregaram contra todas as adversidades, sabem que mais seria racionalmente impossível.

Como disse na fase inicial deste espaço, o balanço final irá fazer-se na altura que considerar mais conveniente, mas antecipadamente darei os meus sinceros parabéns aos meus jogadores, aos meus dirigentes e a todos os que de forma incondicional nos apoiaram mesmo nas fases menos positivas desta caminhada.   

Friday 16 May 2008 19:14 , em futsal lameirinhas


Final Four - Guarda 2008

Blogue de pauloalves :paulo alves futsal, Final Four - Guarda 2008

O Sporting Clube de Portugal é o vencedor da Taça de Portugal 2008

 

Resultado da final

SPORTING C. P - 4 : F. J. ANTUNES - 1

 

Sunday 04 May 2008 18:35 , em futsal distrital


Final Four - Resultados

F. J. Antunes - Módicus: 4 - 0

Sporting C. P. - "Os Belenenses": 1 - 0

Saturday 03 May 2008 21:04 , em futsal distrital


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